quarta-feira, 13 de abril de 2011

Entrevistando:Warley Santana

E para mais uma entrevista para o blog temos como convidado Warley Santana: ator,tradutor e comediante.Já trabalhou no CQC e atualmente participou do programa “O Formigueiro” da BAND. 

 




De olho na pauta - Como foi que você entrou na mundo do humor e foi parar na TV como o  nosso eterno assessor de imagem no CQC?

Warley Santana:Sou ator há quase dez anos. Me viram no teatro e me chamaram para um teste, mas eu já tinha feito alguns trabalhos com um lado cômico, não só peças, mas também comerciais de TV. Passei no teste, hehehe. 

De olho na pauta- O humor brinca com situações do cotidiano das pessoas e até mesmo cenas inusitadas. Quais são os maiores desafios para quem trabalha com humor?

Warley Santana:O humor é a forma mais aguda de se atingir alguém. É difícil encontrar a linha, se é que ela existe, entre a comédia e a tragédia. Renovar material é outra dificuldade que o humorista tem, dizem especialistas que só há 7 tipos de piadas, e que elas já foram todas feitas, só são modificadas dependendo dos acontecimentos, mas têm a mesma fórmula. Não sei se posso afirmar isso, mas sinto que este comentário tem algum sentido. 

De olho na pauta- Essa questão de  formato de humor para TV  e humor em shows de comédia,stand-ups  tem alguma diferenciação ou não existe?

Warley Santana:Acho que deve existir o cuidado estético na linguagem televisiva. Quando você está lá, no teatro, o clima é outro. Você está focado, existe uma atmosfera favorável e você com disposição a rir e participar, ao contrário do que ocorre quando você está vendo TV. Se a gente pensar, o Jô faz um stand up no começo do programa, assim como David Letterman, Buenafuentes, Jay Leno e outros.  

De olho na pauta -Como é o planejamento de um programa de humor como o Formigueiro por exemplo, desde a escolha das pautas até o programa em si com todos aqueles quadros?

Warley Santana:Precisamos conhecer nosso público alvo, aqui no Brasil nossa audiência era maioria de crianças, na Espanha, o mesmo programa, tem seu público majoritariamente adulto, um programa diário curto que passa ao vivo todas as noites. Aqui a gente teve que cortar muitas piadas e cenas por causa do nosso público infantil, tentando enquadrar nosso humor “jovem” dentro da realidade infantil, sem perder o frescor. Esse foi o maior desafio. A logística do programa era bem complexa, com mais de quarenta profissionais trabalhando juntos, muitos cientistas de verdade trabalhando com a gente. 

De olho na pauta -O humor predominante na TV brasileira é praticante dos bordões e roteiros previsíveis .Como é possível reverter esse quadro  e prender mais a atenção do telespectador que já não vê mais tanta graça nesses velhos formatos? 

Warley Santana:A gente se engana um pouco, eu acho. Esses programas “previsíveis” ainda são a maior audiência da nossa televisão. A praça é nossa e zorra total tem índices altíssimos de audiência. O Chaves e o trunfo do SBT e está ai faz muitos anos. Se a gente analisar, as novelas também são previsíveis, modelo baseado na comedia dell`arte,  mas estão ai com forca total. E claro que eu gostaria de fazer algo longe disso, fazer um tipo de programa do qual eu mesmo gostaria de assistir. Tive sorte ate agora, é o que eu vou tentar fazer na internet de uma forma independente no warleychannel no youtube, por exemplo. 
De olho na pauta -Destacando o humor na TV, você acha que poderia haver mais programas de comédia stand up  e outros gêneros humorísticos na TV aberta e qual sua importância ?

Warley Santana:Tenho certeza que sim. Importância na inovação. 

De olho na pauta -Para finalizar,já agradecendo pela entrevista gostaria de pedir  que você nos conte como consegue conciliar seus stand-ups com os programas que faz na TV e deixasse um recado a todos aqueles que pensam em trabalhar com humor.

Warley Santana:Eu que agradeço. Minha vida é meio maluca mesmo, minha rotina é  não ter rotina. Ainda estou inventando de ser ventríloco. Acho que o recado é o mesmo tanto para humor, quanto para a carreira de ator, prestar muito atenção em tudo o que acontece ao seu redor e conseguir enxergar o que muitos outros ainda não enxergaram. No jornalismo ainda mais, né.

Agradecimento:
Aqui agradecer ao sempre solícito, simples e carismático Warley Santana por me conceder esta bela entrevista.


 Até mais galera..até o outro post..
Helina Lustosa


Entrevistando: Marlei Cevada



E para INICIAR bem a série entrevistas do blog e como sei que uma galera legal queria ver a entrevista do trabalho eu postei aqui a que fiz com Marlei Cevada, atriz e humorista. Atualmente está no humorístico "A Praça é Nossa" do SBT interpretando Nina, uma menina cheia questionamentos .



De olho na pauta -Quem pratica um humor mais ácido,contestador ou faz piadas mais pesadas em programas de TV costuma ser alvo de processos judiciais e até mesmo intimidações. Você já passou por alguma situação assim?

Marlei Cevada:Não, pelo menos comigo nunca aconteceu. A personagem Nina que faço hoje na TV não tem esse tipo de problema. Ela pode até falar algo mais "pesado", mais "ácido" mas por ser totalmente nonsense, tem a naturalidade, espontaneidade e inocência da criança. 

De olho na pauta-Existe muito essa questão de diferença de humor aplicada nos diversos programas  de TV que trabalham com isso.Você acredita que  realmente dá para diferenciar o nível de humor exibido na televisão brasileira?
Marlei Cevada:Claro, existe vários tipos de humor e cada programa humorístico de TV tem seu público específico, consequentemente, pra cada público há uma linguagem diferenciada do humor para atender a esse público.

De olho na pauta -Ao  ser chamado de  manifestação crítica, transparente e inteligente, o humor pode ter se tornado uma peça-chave para promover o debate social de uma forma mais aberta na televisão? Isso atualmente acontece ou não?

Marlei Cevada:Sim, com o humor da pra se fazer muita crítica social e isso acontece muito nos programas humorísticos de hoje. Exemplo: o CQC e o "Deputado João Plenário" - personagem do ator Saulo Laranjeira da Praça é Nossa, que faz crítica usando o humor político.

De olho na pauta -A seu ver, qual é o limite entre o humor para TV  e a questão ética , já que esse humor televisivo  tem capacidade de chegar aos mais diversos lugares e atingir as mais diversas pessoas?

Marlei Cevada:O limite é não passar dos limites! (rs...) Que é fazer humor, sem envolver de forma pejorativa qualquer tipo de credo, etnia, deficiencia... sempre com respeito ao próximo!

De olho na pauta -Você acha que a questão do humor em programas  de TV pode determinar uma baixa ou alta audiência e de que forma ele atua para isso?
Marlei Cevada:Sim, eu acho que tudo que se fala com humor, tem uma leveza e as pessoas tendem a prestar mais a atenção. Os telejornais por exemplo, hoje já não são mais tão formais que ha uns anos atras, esta certa "informalidade" tem ganhado espaço nos meios de comunicação, tanto TV, rádio, jornal, revista...   

De olho na pauta -Qual a maior dificuldade que você sente quando faz humor para TV?Tem sempre a escolha da piada adequada?

Marlei Cevada:Sim a piada adequada é primordial, pois é necessário ter cuidado com O QUE vai se falar e também PRA QUEM vai se falar. Tudo o que a personagem Nina diz ou faz, pode ou não de alguma forma, ser mal interpretada, por exemplo: ela pode falar algo malicioso que um adulto vai entender/rir e a criança não, mas ela nunca poderá contar piadas dizendo que engoliu uma moeda pois se criança ouvir isso, pode achar "engraçado/legal" e tentar fazer igual. Portanto a dificuldade maior está na escolha da piada adequada.

E sim, agradeço o enorme coração,a alegria e disposição de Marlei Cevada nessa entrevista.

Helina Lustosa

O humor na TV: dos velhos formatos, ao stand-up comedy.





    O humor na TV brasileira não começou agora e sim  com programas que já foram veiculados na TV aberta,como  “TV pirata”,”Família trapo”,”Viva o gordo”,”Os trapalhões”,”A praça é nossa”,”A grande família” e etc .Com o passar do tempo, mesmo com todas as inovações e os novos tipos de humor,esses velhos formatos resistem ao tempo a acabam por agradar o público mesmo sendo um formato  engessado.Tudo isso trouxe de volta a questão dos seriados que haviam sumido da televisão.
    Programas  humorísticos consagrados como “Os Trapalhões” e os memoráveis personagens de  Chico Anysio e Jô Soares, nas décadas de 1970 a 1990 em seus programas que eram montados em esquetes fizeram enorme sucesso de audiência e até hoje são lembrados pelo público.Já” A grande Família”,a mais de dez anos no ar teve uma cópia reformulada de suas primeiras temporadas em 1970.
Ao longo de sua história, o programa “A Praça é Nossa” contou com estrelas do humor brasileiro que marcaram época e de certa forma ainda permanecem em nossa memória. A estréia de “A praça é nossa”no SBT foi no dia 7 de maio de 1987. Nos anos  de 1957 a 1976, a atração, sob o comando de Manoel de Nóbrega, tinha por nome "A Praça da Alegria" e era exibida na extinta TV Paulista. Em seguida a atração passou pela Record e TV Rio até sair do ar nos anos 70.Hoje “A praça é nossa” é comandada por seu filho Carlos Alberto de Nóbrega  que a quase 25 anos está a frente do programa.
     Mesmo quando se fala na renovação em andamento nos últimos anos com os programas de humor da MTV,BAND ou RECORD , números de improvisos do formato stand up comedy são ultrapassados se analisarmos que esse tipo de formato de humor  já acontecia por meio de americanos e ingleses.Mas,fato é que cada vez mais esse tipo de humor tem renovado muito e mudado a ótica com em que se via o humor da televisão brasileira.Portanto stand-up veio com papel fundamental de  renovar o humor que já parecia saturado através dos seus velhos formatos.Assim programas como “Furo MTV”,“É tudo Improviso” ,”Legendários”,”Quinta categoria” e até mesmo programas vindos de outros países como “O Formigueiro”  vem tentado modificar o cenário da piada óbvia,dos textos simples  e de um humor mais engessado que alguns programas tem.O que também, de certa forma contribui para renovação do humor são esses festivais de piadas  que por exemplo o Tom Cavalcante faz e descobre novos talentos do humor do Brasil.
    Programas como “CQC”,  estão buscando um humor mais elaborado e indireto, a fim de não utilizar esse humor escrachado por exemplo do  programa"Pânico" que faz piadas até um pouco pesadas com seus entrevistados.No "CQC", existe uma piada mais indireta, ligada a fatos, e perguntas que por um motivo ou outro nunca foram proferidas. A intenção não é  irritar a celebridade, mas fazer com que ela entre na brincadeira também.
   Na idéia do telespectador que se acomoda com a piada fácil e  também ao fato  das emissoras não arriscarem muito com seus programas, já que há necessidade de satisfação tanto dos donos da TV e dos anunciantes com uma boa  audiência podemos notar que  quase sempre acaba se optando pelo que  é mais simples,o que não oferece riscos de ter falhas.Um formato já conhecido da grande massa  acaba por não oferecer tanto perigo.

Aqui termina!

Abraços,
 Helina Lustosa

Caso escola de Realengo.

Atirador
Missa em homenagem aos mortos



    E já que a pauta dessas semanas tem sido a escola de Realengo,vamos nos ater a falar neste post de todos os acontecimentos que se sucederam.

    É nesse momento que muitas pessoas utilizam de sensacionalismo para abordar o caso.E o pior é que muitas vezes isso só faz atrapalhar.Mas sabemos que como sempre acontece os programas vão ter como foco esse assunto trazendo pscicólogos ,psciquiatras ,entrevistas com alunos que testemunharam o fato e professores também.É sempre assim,e sempre a repetição exaustiva de toda a história desde o momento em que ele entrou na escola.
    Mas para entender sobre o que estou falando façamos um breve resumo do ocorrido.
Um homem de 23 anos  chamado Wellington Menezes entrou na escola municipal Tasso da Silveira na Zona Oeste do Rio,mais precisamente em Realengo na manhã desta quinta-feira (7), atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30 e teve como saldo 13 mortos e alguns feridos.
    Mas como este caso não é tão simples e tomou uma proporção grande como tinha que ser realmente, longas e longas e incansáveis investigações serão feitas para que se chegue a uma conclusão.Como ele arquitetou tudo?Como ele aprendeu a mexer com armas de forma tão precisa?Quem vendeu as armas para ele?Que era do ponto de vista psicológico,psiquiátrico esse homem?O que passava na mente dele para ele ter cometido essas barbaridades?.Esses questionamentos estão sendo esclarecidos com o tempo,mas os traumas,as perdas,essas ficarão para sempre na memória das pessoas envolvidas e também daqueles que não presenciaram,mas sentiram-se também parte da história e foram meros espectadores seja por tv,rádio,jornais impressos.

MENSAGEM :
Que Deus possa confortar e iluminar as famílias que perderam seus entes queridos,que os alunos que morreram sejam acolhidos na paz do Senhor e que os outros alunos que presenciaram tudo  e sobreviveram possam esquecer este dia,apagar da memória para que sigam suas vidas normalmente. 
Um abraço afetuoso a todos.

Helina Lustosa

Notícia como mercadoria: objetividade,sensacionalismo,público-alvo.



    O jornalismo busca sempre a objetividade,a verdade.E na busca,mesmo que utópica da verdade ele vai além,ele falseia,encobre e acaba por fazer da notícia,por menor que ela seja um  algo vendável e muitas vezes cheio de suposições para angariar mais leitores..A notícia acaba por ser a forma mais fácil da riqueza no capitalismo.Elas são produzidas  para um público real,com valores e dimensões diferentes.Assim a notícia é transformada em uma mercadoria que pode ou não ser valorizada.Pode ou não repercutir de forma profunda.Em escala mundial ou apenas dentro de um país.A notícia toma dimensões que muitas vezes não são calculadas.

    Todas  as mercadorias(notícias) não veiculam somente um acontecimento.Por trás disso existe uma série de ideologias que por exemplo em jornais são mais perceptíveis.O jornal segue uma editoria,as pautas são direcionadas ao que o dono da empresa pede.O jornal é meramente um portador e formador de opnião e por vezes utiliza publicidade claramente em seus textos para divulgar empresas por exemplo.É o que chamamos de duplicidade de caráter.A publicidade induz o conteúdo..

    Transformar um fato em notícia não é somente transpor relatos ou apenas reproduzir o que aconteceu e sim investigar,alterar,informar de forma clara,esmiuçar.Resumidamente notícia é um fato transformado em algo rentável.E é partindo deste ponto que percebemos claramente a função que a imprensa exerce na sociedade.A questão é que a notícia muitas vezes é sensacionalista e isso cansa,causa transtornos aos envolvidos ou não,como se a notícia não se renovasse,semanas e semanas no mesmo assunto e levando quase a exaustão para alcançar ibope.Surge desse sensacionalismo o aumentar,inventar para chamar mais atenção.
    Na produção da notícia o que se vende  é a aparência do valor de uso.A manchete,a veiculação de uma notícia quentíssima é sempre chamativa e é sempre o "cartão de visitas" de qualquer empresa jornalística.
Você acorda de manhã,vai na banca de jornais e compra sempre pela página inicial.Você assiste um programa de tv porque ele irá abordar determinado tema.Você assiste um telejornal porque ele abordou de forma mais completa o assunto,foi mais direto de forma que o público entendesse melhor o fato.
A notícia a priori INFORMA...forma opnião,conduz pensamentos,alerta,chama.Assim é..

Abraços,

Helina Lustosa

Eu voltei,agora pra ficar....


Bom ,caros leitores estou aqui em minha última tentativa de criar um blog e tentar atualizá-lo sempre.Espero que eu consiga(risos).Desde já agradeço aos que visitam diariamente.
bjs Lustosos procês.